Identidade – do cosmopolitismo à hospitalidade
“Recordar hoje é meu tema”!
“Esse anseio de ser Nova York que Campina Grande tem, essa característica de entreposto, de eixo, de carrefour, de cruzamento do Nordeste. Cidade que recebia fluxos de todas as regiões, cidade da Feira, cidade do mercado, cidade do negócio, a cidade onde tudo se troca, onde tudo se vende, onde tudo tem valor e nada tem valor. Já símbolo da modernidade, essa efervescência, essa volatilidade, essa capacidade de tudo ser e tudo não ser ao mesmo tempo, típico do cosmopolitismo que Campina Grande tem”. Fala do imortal artista Gilberto Gil, o cosmopolitismo da Rainha da Borborema é um dos principais termos que podem lhe definir.
Desde suas origens, o povoado de Campina Grande foi fundado por uma aldeia Cariri vinda de Pernambuco, posteriormente, um grupo Ariú, vindo do sertão paraibano foi assentado junto a esses Cariri. A Missão foi criada por Teodósio de Oliveira Ledo, Capitão-Mor português.
Tempos depois, Campina foi governada pelo dinamarquês Cristiano Lauritzen, responsável por boa parte do desenvolvimento econômico da cidade no início do século XX, além de trazer o ramal ferroviário para a cidade. Mais pra frente, Campina Grande vira a terra do Maior São João do mundo através do guarabirense Ronaldo Cunha Lima. Além do Dinamarquês Lauritzen, diversas outras famílias estrangeiras encontraram, em Campina Grande, um lugar para afixar suas raízes, como é o caso dos austríacos Stainmuller, os libaneses Habib, os italianos Falcão, entre outros, além de famílias de outas cidades do Brasil.
Campina também adotou nomes de fora como filhos de sua terra, como o alagoa-grandense Jackson do Pandeiro, o pernambucano Luiz Gonzaga, a conceiçãoense Elba Ramalho, o brejo-cruzense Zé Ramalho, a potiguar Lourdes Ramalho.
Campina é a rainha do forasteiro, seu clima ameno, dimensão comercial, polo industrial, campus universitários, suas festividades e inenarráveis outros motivos são responsáveis por atraí pessoas de todo o mundo para conhecer a cidade e, muitas vezes, fixar moradia. Campina é extremamente receptiva e tem um jeito incomum de cativar seus forasteiros.
HISTÓRIA EM VÍDEOS
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