A Industrialização – o apito da fábrica
“Recordar hoje é meu tema”!
A partir da década de 1950, diversos fatores prejudicaram a comercialização de algodão de Campina Grande, o reestabelecimento das indústrias têxteis mundiais após o fim da Segunda Guerra Mundial, pragas nas lavouras, secas no Nordeste, aumento na tributação e desvio das mercadorias para outros estados foram alguns deles. Campina precisava se reinventar para sair da estagnação econômica.
Ainda na década de 1920, a cidade já presenciava a instalação de fábricas que se espalhavam pelo município, em especial, indústrias coureiras como o curtume da família Motta, estabelecido às margens do Açude Velho, onde atualmente se encontra o Parque da Criança, e outras industrias dedicadas ao processamento de algodão. Além do couro e algodão, era possível encontra, ainda na primeira metade do século XX, fabricas de sacaria, óleo vegetal, panificação e confeitaria, sabão e velas, engarrafamento de bebidas e desfibramento do agave.
Nesse cenário, a Confederação Nacional das Indústrias fundou uma unidade federativa em Campina Grande, a Federação da Indústria do Estado da Paraíba – FIEP, voltada para representar a indústria paraibana. A FIEP já possuía dois importantes departamentos: o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) e o Serviço Social da Indústria (SESI), ambos funcionando até os dias de hoje.
Campina vivia novos tempos, com a chegada da companhia elétrica CHESF ao município, dispensando os motores a diesel, a chegada da Adutora de Boqueirão, proporcionando mais água ao município e a desapropriação de parte da Fazenda de Aluízio Campos para a criação do Distrito Industrial na Zona Sul da cidade, a Rainha da Borborema começava a se transformar em um polo industrial.
Diante das atuais condições, a PMCG também promovia apoio a novos industriais que assentassem no município, tendo a primeira grande fábrica do Distrito Industrial começando a funcionar em 1966, a CANDE, na produção de tubos de plástico, em seguida, em 1967, a indústria de fogões Wallig Nordeste, dando início ao polo industrial que seria seguido por diversas outras fábricas como a Betonit, a Dupé, a Fiteone, a Muller, a Arbame- Mallory e tantas outras.
HISTÓRIA EM VÍDEOS
Copyright 2023 ©
Observatório de Campina Grande



