Origens – a Grande Campina
“Recordar hoje é meu tema”!
Em História Colonial da Parahyba, o historiador campinense Erik Brito faz apontamentos sobre o assentamento dos indígenas Ariú junto aos Cariri de Campina Grande pelo capitão-mor Teodósio de Oliveira Ledo
“Muitas horas depois, esta trilha áspera chegava à sombra de um juazeiro no lugar Serrotão, de onde já era possível vislumbrar uma imensa campina que se estendia entre os vales dos riachos, Bodocongó e Piabas, se dilatando por horizontes a perder de vista. Um lugar sereno de clima ameno e agradável ventilação, bem diferente do árido e aguerrido sertão que deixaram para trás.
Era fim de tarde, nos últimos dias do ano 1697, e o céu em arrebol parecia cair em chamas. Os cavalos já arfavam o cansaço da longa viagem de mais de 400 léguas, mas felizmente a aldeia adiante era de indígenas amigos, nativos de uma tribo da nação Cariri, que lutaram ao lado dos luso-brasileiros na guerra de restauração e como prêmio da guerra receberam terras naqueles agrestes. […] A aldeia estava sob o comando de um nativo de nome Cavalcanti que recebeu com honras o Capitão-mor e sua campanha.”
O Quadro “Fundação de Campina Grande” é uma obra do artista e historiador Vanderley de Brito, que expressou a chegada do Capitão-Mor Teodósio de Oliveira Ledo nas terras de Campina Grande, acompanhado por um grupo de cativos Ariú, que mais tarde, seriam assentados junto aos Cariri quer habitavam a região.
Nessa obra podemos observar o Cacique Cavalcanti conversando com Teodósio, a aldeia de Campina Grande, a cordilheira da Serra do Bodopotá e, ao fundo, a grande lagoa que séculos depois seria transformada no emblemático Açude Velho.
BRITO, Erik. História Colonial da Parahyba. 2a Ed. Campina Grande: Cópias & Papeis, 2017.
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