A Feira de Campina Grande – “eu tenho pra vender, quem quer comprar?”
“Recordar hoje é meu tema”!
As origens da Feira de Campina Grande estão diretamente atreladas a origem campinense, em sua identidade, tino comercial, cultura e hospitalidade. A Feira nunca foi exatamente um lugar físico, mas um estado de espirito do povo campinense que percorre o centro da cidade. Não existe uma data oficial para a criação da nossa feira. Entretanto, algumas datas, nomes e edifícios são fundamentais para a compreensão desse marco.
Surgindo no Largo da Matriz, se estendendo pela atual Av. Floriano Peixoto, a Feira de Campina Grande tinha seu epicentro no merca do de Baltazar Luna (onde atualmente se encontra a sede da FURNE e Museu Assis Chateaubriand), erguido em 1826. Em 1862, é construído um novo mercado na Rua Grande, atual Maciel Pinheiro, pertencente ao Cel. Alexandrino de Albuquerque.
Visando transferir a pungência da Feira do mercado velho de Baltazar para seu novo mercado na Rua Grande, Alexandrino construiu diversas outras casas de comércio próximo ao seu mercado, fazendo com que a Feira fosse gradativamente transferida para a atual Rua Maciel Pinheiro.
Como a Feira estava associada ao desenvolvimento econômico dos comerciantes, sua localização era bastante disputada, e dependendo do grupo político que assumisse a prefeitura, a Feira era constantemente transferida entre mercado velho e mercado novo. Essa disputa só veio a findar em 1925, quando foi construído o primeiro Mercado Público na Rua Grande. Porém, esse mercado só permaneceu durante 13 anos, pois o prefeito Bento Figueiredo edificou um novo mercado no Bairro das Piabas em 1938, transferindo a Feira para lá.
Com uma movimentação frenética e um voraz expansionismo movido pela economia do algodão, a Feira de Campina Grande incorporou rapidamente todo o Bairro das Piabas, ficando a região conhecida apenas com Feira Central.
A mudança de nomenclatura de Feira de Campina Grande para Feira Central se deve a construção das outras feiras da cidade, como a Feira da Prata, Feira da Liberdade e Feira das Malvinas, descentralizando a Feira de Campina Grande em vários polos urbanos.
A Feira Central é conhecida por “ter de tudo”, em seus tempos áureos possuía o suntuoso Cassino Eldorado e o edifício do Pau do Meio. Seu espírito labiríntico e sua biodiversidade própria lhe conferiram o título de Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil em 2017, passando a pertencer não apenas ao povo campinense, mas um patrimônio de toda a nação.
HISTÓRIA EM VÍDEOS
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